segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Feliz Aniversário, São Luís...


Parabéns, São Luís, pois tu és cidade maravilhosa, que tanto dá orgulho aos ludovicenses!!!
Aqueles que todos os dias acordam bem cedo para irem ao trabalho ou à escola, que enfrentam aqueles ônibus lotados e os engarrafamentos que roubam horas dos seus dias...
Têm aqueles que hoje, ainda sim, mesmo sendo feriado, também acordaram cedo... Para irem à feira, fazer as compras da semana, embora tenham visto mais um corpo estirado ao chão, de um jovem da periferia, morto por outros bandidos, fardados ou não; embora tenham tido o infortúnio de meter o pé naquela água (esgoto) que escorre pelo chão da rua; muito embora tenham voltado para casa, fazer suas tarefas domésticas de um feriado (para a maioria dos trabalhadores, um feriado não significa um dia de descanso), e tenham constatado que a "água da rua" acabou e na noite passada a caixa não encheu: arregaçando as mangas, irão carregar seus baldes... Ainda sim sentem orgulho dessa cidade!
Ainda há aqueles que nesse feriado irão ao hospital visitar seu ente querido que sofre à míngua no Socorrão I ou II ou nos postos de saúde e unidades mistas...
Mas têm também os que se programaram e saíram cedo de casa, aproveitando o tempo ensolarado propício para ir à praia com a família, no entanto como é feriado e não têm transporte próprio, as opções de lazer se restringiram àquelas praias onde as placas insistem em dizer: IMPRÓPRIA PARA O BANHO!!! Porém isso não diminui o orgulho de morar em São Luís...
Será necessário enumerar os que vivem sob o medo da morte, sem uma casa pra morar, ou onde sua moradia pode, a qualquer momento, ser levada pelo vento soprado pelo Lobo Mal? E aqueles que todos os dias têm que matar o leão da fome? Sabendo que amanhã o mesmo leão irá retornar, e será tão difícil quanto hoje enfrentá-lo... Têm os que hoje suspendem seus móveis porque saiu no jornal que pela noite é provável que chova e aí, pelo menos, tentarão livrar o sofá, o guarda-roupas, a geladeira e o fogão... Na esperança de ser uma chuva fraca, como noticiou a moça bonita da TV...


Amanhã é mais um dia de trabalhar e ir à escola... Aquela escola linda e maravilhosa que concentra suas melhores companhias, onde também são vivenciadas péssimas experiências desnecessárias... Onde conheceram aquele "amigo" repetente gente boa, que ofereceu o loló, a xila, a pedra, o ferro e o pó... Enquanto aguardam há meses os poucos professores que lutam nas greves... Ainda sim, têm orgulho de ti, São Luís...

Enfim, São Luís, um mar calmo nunca formou um marinheiro habilidoso, dizem os ingleses. Então, forjados a ferro e fogo, os ludovicenses de fato sabem o quanto devem agradecer por morarem nessa cidade de 402 anos... E nunca esquecerão o quanto devem lutar para terem sua cidade lembrada pelas glórias do passado e pelas conquistas do porvir...

Parabéns e obrigado, São Luís!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Os sinais do fim dos tempos...


Uma imagem que retrata diversas outras igrejas evangélicas no Brasil, uma bandeira de Israel e do Maranhão estendidas no altar, símbolos de identificação com tais localidades. Porém, um dos questionamentos a ser feito é o quanto essa identificação é demonstrada com as preocupantes realidades vivenciadas em ambos locais. O que acontece hoje em Israel e no Maranhão? As respostas mais comum seriam no sentido de que nada pode ser feito a não ser orar pelos que sofrem e pelos pecados daqueles que fazem sofrer, enquanto isso, cultuemos ídolos que nos levaram às mansões celestiais... Egocentrismo? Egoísmo? Indiferença? Alienação? Talvez!
Dá pra ver, no nome, que a igreja é missionária, muito embora seja aquele clássico modelo de culto estático a um deus que demanda tal veneração... Tanto faz se os outros não entendem a importância de louvar a deus, a culpa não é minha de as outras pessoas serem tolas a ponto de preferirem outros prazeres ao maior prazer que é ser servo do senhor todo poderoso.
Poderíamos nos preocupar mais com os problemas dos outros, mas pra quê se temos os nossos? Porque pedir pra deus ajudar os outros se podemos pedir pra nós? O que ganhamos quando os outros ganham? Nada!
Então, tanto faz se há mais de 40 anos o Maranhão é um estado miserável! Tanto faz se morrem pessoas na Faixa de Gaza, por questões religiosas e manipuladas por pessoas perversas!
O importante é saber que tudo isso é passageiro e até previsto há tempos, esses são os sinais do fim dos tempos...
Em breve viveremos na eternidade, felizes! E ainda sim, tanto faz se vocês não estarão lá! Eu vou! E isso é o que mais importa!
Enfim, não sei vocês, mas eu tenho amor e salvação!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Elysium... uma projeção de um futuro inevitável?!

* SPOILERS - É provável que a trama do filme seja exposta no decorrer do texto.

Elysium é um filme do diretor Neil Blomkamp, estrelado por Matt Damon e conta com a presença de dois brasileiros no elenco: Wagner Moura e Alice Braga.
O filme se passa no ano de 2154, onde os seres humanos vivem uma triste realidade, seu planeta encontra-se em condições insatisfatórias para habitação, logo a situação requereu uma atitude surreal, a criação de uma estação espacial que simulasse boas condições de vida para os seus habitantes e, é claro, da mesma forma como é evidenciado atualmente nas grandes cidades do mundo, este local mais adequado, confortável e seguro era destinado exclusivamente para aqueles que possuíssem condições financeiras condizentes com a demanda, ou seja, os ricos!
Nesse contexto histórico está inserido Max (Matt Damon), um operário e ex-presidiário, que trabalha na confecção das máquinas que são utilizadas como robôs-policiais para policiar o planeta Terra, que é apenas um enorme aglomerado de favelas onde até mesmo o ar respirado é nocivo à saúde. Max sofre um acidente de trabalho, é exposto à radiação extrema e recebe a sentença: possui apenas 5 dias de vida. (Qualquer semelhança com histórias e condições vividas atualmente por operários e trabalhadores no mundo todo, acredito que não seja mera coincidência). Então Max se alia a alguns amigos do tempo em que era um criminoso e projetam um plano de invadir Elysium (o anexo da Terra), onde o sistema de saúde é muitíssimo eficiente, mas é claro, destinado somente para os moradores de Elysium.
Embora o filme não adentre explicitamente na questão da origem da discrepância entre as condições de vida das pessoas no mundo do século XXII, é inevitável que alguém que assista ao filme não perceba a crítica social que o longa-metragem aborda. É óbvio que as condições ambientais insalubres do futuro (provável) foram propiciadas pela forma como o capitalismo hoje funciona em relação ao nível de produção e consumo excessivo, sem levar em conta a capacidade de resistência dos ambientes naturais à extração cada vez maior e veloz de recursos.
Além do que, a dicotomia apresenta na película (Terra x Elysium) é nada mais nada menos do que a mesma apresenta hoje nas principais cidades do mundo, inclusive no Brasil (centro x periferia). Onde temos áreas destinadas exclusivamente à presença de pessoas com alto poder aquisitivo, e que é quase proibido o acesso a estes locais por pessoas alheias, a exemplo dos casos que hora ou outra ocorrem nos shoppings, aeroportos e em outros locais que alguns convencionam apenas à presença de certos tipos de pessoas e expressam reações preconceituosas e discriminatórias caso esse espaço sagrado seja violado.
Enfim, o objetivo é convidá-los a assistirem ao filme e problematizarem a respeito da forma como utilizamos o espaço e como produzimos sobre ele, pois é provável que tenhamos um futuro semelhante ao apresentado em Elysium, onde nossa ganância e ambição maldosa nos impediram de conviver harmoniosamente em nosso planeta, a ponto de destruí-lo e torná-lo impróprio. O que já fizemos em diversas cidades hoje, não é mesmo? Só resta saber o que faremos a respeito... Eu tenho minhas sugestões para tornar minha cidade mais “habitável”, e você o que tem pensado a respeito?

sábado, 18 de janeiro de 2014

E o rolê?

Recentemente, muito tem sido discutido a respeito dos "rolezinhos", no país inteiro. Acredito que a controvérsia sobre o tema esteja baseada principalmente a respeito do título dado ao movimento, que carrega diversos conceitos culturais relacionados a um determinado conjunto da sociedade.
Talvez o entendimento de que tenha muito mais coisa útil para se fazer do que ir "passear" no shopping sob o pretexto de que seja um momento de protesto, seja um dos principais empecilhos para adentrarmos na temática da discussão, que não é única, simples ou desconexa das temáticas sociais da periferia, por exemplo, muito embora seja um ambiente diverso para discussão e reflexão, mas, sim, é o momento e o lugar para discutirmos padrões de consumo e o preço necessário para determinados luxos. E ao dizer sobre "preço", sugiro não assimilar a palavra em seu significado exclusivamente relacionado ao dinheiro, mas é preciso entendermos as manobras políticas inerentes à implantação de determinados empreendimentos, principalmente no Brasil, e não exclusivamente shopping centers, como é o caso do Shopping da Ilha, em São Luís.
Para auxiliar na discussão trago a sugestão de um documentário produzido muito antes do fenômeno do "rolezinho", mas que se apresenta bastante contemporâneo em sua discussão. Assista e leia sobre o assunto, para que possamos entender o porquê da discussão da segregação social da periferia e aceitação da classe média aos altos padrões de consumo.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Caos


Eu vejo o caos! Mas o caos não é o caos em si, mas suas causas!
E o que causa o caos é a causa!
Portanto não posso confundir a causa e o efeito,
Ou separar as variáveis do fenômeno.
Enquanto vermos os fenômenos em sua aparência, estaremos direcionados ao equívoco.
Além do que aparenta ser, um fenômeno é!
Então perceba a essência, além da aparência!
E veja que entre um tomate vendido no mercado e a pobreza evidenciada na periferia, existem diversos fenômenos para serem analisados, e estes se relacionam, produzindo diversos outros fenômenos!
É a dinamicidade do espaço!

"Não vemos o mundo como ele é, mas como somos" (Autor Desconhecido)

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Fonte da foto:
http://www.zacateks.com/2011/07/13/la-tierra-vista-desde-arriba/suburbios-de-cape-town-sudafrica/