Talvez o entendimento de que tenha muito mais coisa útil para se fazer do que ir "passear" no shopping sob o pretexto de que seja um momento de protesto, seja um dos principais empecilhos para adentrarmos na temática da discussão, que não é única, simples ou desconexa das temáticas sociais da periferia, por exemplo, muito embora seja um ambiente diverso para discussão e reflexão, mas, sim, é o momento e o lugar para discutirmos padrões de consumo e o preço necessário para determinados luxos. E ao dizer sobre "preço", sugiro não assimilar a palavra em seu significado exclusivamente relacionado ao dinheiro, mas é preciso entendermos as manobras políticas inerentes à implantação de determinados empreendimentos, principalmente no Brasil, e não exclusivamente shopping centers, como é o caso do Shopping da Ilha, em São Luís.
Para auxiliar na discussão trago a sugestão de um documentário produzido muito antes do fenômeno do "rolezinho", mas que se apresenta bastante contemporâneo em sua discussão. Assista e leia sobre o assunto, para que possamos entender o porquê da discussão da segregação social da periferia e aceitação da classe média aos altos padrões de consumo.
