domingo, 22 de janeiro de 2012

Contando os 63.072.000 segundos ...



            Há muito tempo atrás o homem percebeu a necessidade e importância de contar o tempo, e eu estou quase certo de que esse homem só chegou a essa percepção após ter conhecido a mulher da sua vida, aquela que veio para completar tudo aquilo que em sua vida encontrava-se pela metade, e adicionar tudo que a vida proporciona de bom e ele nunca havia conhecido. Pois só isso justifica a necessidade de contar-se o tempo.
            Enfim, chegou a minha vez de contar o tempo ao lado de uma pessoa que já viveu comigo tantas coisas, que na verdade valem por muito mais do que dois anos. A ocasião é meu (nosso) aniversário de namoro com ela, Andreza Barros. A guria que quando conheci nem tinha coragem de olhar na minha cara só de vergonha, que hoje me bate se não passar na casa dela (: Foram tantos momentos com ela de alegria, felicidade, tristeza, brigas e discussões, mas isso nunca serviu pra atrapalhar (às vezes), mas sim para nos ensinar alguma coisa.
            Eu aprendi nesse pouco tempo junto dela que nunca se pode pensar que a felicidade alheia é a única invejável, a vida é como trem sem caminho de volta, você só consegue seguir em frente, e é então que às vezes você só encontra duas opções: uma delas é cancelar a viagem, sendo que o trem (tempo) nunca para; a outra é continuar a viagem pensando no que se pode fazer mesmo depois de tudo que aconteceu, afinal, nunca se sabe que passageiro encontraremos no decorrer da viagem.
            Contaram-me certa vez uma estória: de um homem que seguia uma longa viagem a pé e carregava consigo duas sacolas cheias de pedras, uma em cada mão, por conta disso sua viagem era demasiadamente cansativa e demandava muito esforço do viajante, mas é então que certo alguém ao vê-lo carregando as pesadíssimas sacolas, indagou ao viajante o porquê dele não jogar fora algumas daquelas pedras ou senão todas, para facilitar sua viagem. Assim o peregrino fez, percebendo então que agora sua viagem tornara-se muito mais deleitosa. Ás vezes é assim que fazemos, essas pedras representam todos os traumas, mágoas e outros pesos que carregamos do nosso passado. E no meu caso, Andreza foi essa pessoa que me mostrou que as coisas podem ser mais simples.
            Eu demoraria muitíssimo tempo digitando de modo a tentar expressar a minha enorme felicidade de estar vivendo com a companhia dessa garota tão maravilhosa. Porém, palavra nenhuma no mundo, nem poema, nem poesia, nem música, nem presente algum, representaria fidedignamente os meus sentimentos. E mesmo assim eu tento, porque não existe coisa pior no mundo do que ter a chance e a vontade de ter algo, e mesmo assim não fazer nada para alcançar seu desejo, isso eu aprendi com erros, muitos.
            Mas hoje só preciso mesmo expor a emoção que é estar namorando essa menina tão especial para mim. Andreza Alves Barros, eu, Johnathan Harryson, te amo muito, e estou contando os segundos para o fim da eternidade dessa história ...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Melancolia


            Um ótimo filme de Lars Von Trier, que conta a história de Justine. Ela sofre melancólica sem causa aparente, no contexto em que um planeta (Melancolia) está se aproximando da Terra e nem todos sabem que a colisão entre ambos é certa. A forma como cada personagem reage a este acontecimento e tenta continuar a vida sem pensar no fim eminente é interessantíssima. Assistam, traz uma ótima reflexão e viagem ao surreal.


            Desespero, ingenuidade e serenidade. Estes sentimentos certamente estão juntos quando se sabe que o fim está próximo. É uma guerra interna de forças iguais onde nem sempre há um vencedor. Certamente alguns têm uma ligação maior com o motivador do fim, mas alguns nem sabem de tal ligação, outros tentam negá-la, porém alguns apenas aceitam-na. É sempre uma experiência construtiva encarar o fim sem medo, pois o importante é viver, a morte é nada mais nada menos do que o objetivo final de todo ser vivo. Desesperado, ingênuo e sereno, talvez seja assim que eu me sinta agora.


Trailer do filme:

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Religião ≠ Solução

            Rapaz, religão é uma polêmica só, não? Ontem eu fiquei sabendo de um pronunciamento de uma determinada pessoa da Igreja Adventista, a cerca de programas inadequados na televisão, citando como exemplo o Chaves e a Caverna do Dragão, pois, segundo ela, o primeiro programa  apresenta uma imagem de família distorcida e incompleta, e episódios onde uma mulher bate em um homem e um adultos bate nas crianças. E o problema do segundo desenho é que ele apresenta personagens com poderes satânicos. Até aí eu vou concordar em parte com ela. Porém me sinto a vontade para dizer que o primeiro programa, que até hoje é um sucesso, e com certeza ela também já o assistiu muito, nunca fez menção a tais atos imorais de conduta, pelo contrário, mostra como sátira a vida real de um menino sem pai nem mãe. Agora eu pergunto se o abandono de menores não existe de verdade ou é apenas uma estória da televisão?
            O assunto que quero falar é sobre o papel da igreja/religião em relação aos problemas sociais, como o descrito no programa Chaves. A meu ver, o grande problema da religião é o papel que ela não desempenha na sociedade, ela apenas crítica o que há de errado, mas não traz nenhuma medida ou ação que possa ajudar a solucionar algo, acredito que essa seja uma das críticas feita por John Lennon à religião. Enquanto vivem dizendo que a vida perfeita será num céu pós-morte, continuam acumulando riquezas e bens enquanto vivos e não permitindo que outros tenham uma vida digna de verdade. Sim, estou pondo parte da culpa de todos os problemas sociais do mundo nas igrejas e seus representantes mundiais, apenas uma parte da culpa. Embora eu não seja nem simpatizante com a igreja católica eu acredito que ela seja a única que exerce esse papel de assistente social de forma eficiente, exemplo é a pastoral da terra e da criança da CNBB, e vários representantes desses órgãos que já foram mortos lutando contra tais injustiças sociais.
            Eu acredito profundamente nisso, que podemos lutar contra essas injustiças, mudando primeiramente nossa maneira de pensar em como o mundo funciona. Se existe tantas famílias no mundo desestruturadas não é culpa do demônio que quer ver todo mundo infeliz, será que os agentes políticos não têm essa responsabilidade de assistência social? Termino essa postagem, indignado com a cegueira que está em todos nós e menciono a letra da música do Beto Guedes, Sal da Terra. Como nos tempos em que fui da Igreja Adventista: sejamos o sal desta terra.

sábado, 7 de janeiro de 2012

As Cores na Lua


São as cores que deixam tudo mais bonito?
Então quero o azul e o vermelho para mim.
Entre os astros, a lua é que me fascina,
Meu reflexo sempre pareceu mais bonito mesmo.

Quero pintar o mundo com outras cores,
Sem precisar me sujar de algumas.
Ter um único pincel é o que importa agora.
Os últimos momentos serão mesmo borrados.

Vamos juntar todas as cores então?
Eu quero mesmo é pintar.
Pintar o mundo todo e todo mundo
Para que nenhuma cor se destaque.

E se for preciso mudar de quadro a gente muda,
Até mesmo a lua tem vergonha às vezes.
Ela manda a chuva ou não manda nada.
Ela só fica escura e pronto.

Então não são as cores o mais bonito?
Ou também a beleza são as cores?
Eu já nem sei que cor eu uso agora,
Quero mesmo é terminar minha pintura.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Venha 2012, os braços e abraços te esperam!


                 Putz, 2011 já se foi mesmo né? Eu realmente penso que foi ontem o réveillon passado. A solidão era diferentemente a mesma. Tinha outros motivos e outros atores, mas resumia-se à mesma companhia. Tanto mudou esse ano, mas nunca o que queríamos que mudasse e nem o que tentamos mudar, é o efeito borboleta? Tento não pensar no que de ruim eu fiz e o mal que causei a muitos. Bom mesmo é pensar nas coisas boas. Nossa! Que orgulho de ter feito algo de bom esse ano, orgulho que vem junto da felicidade de ter passado ótimos momentos com ótimas pessoas. Ah, isso aconteceu várias vezes mesmo, incontáveis até.
                Daqui a pouco se inicia oficialmente o ano de 2012 e todos comemoram o feito de ter sobrevivido mais um ano. Acontece que pra muitos, isso ocorre mais do que literalmente, sobreviver. Bom, não quero me estender nesse assunto, somente mais uma vez lembrar da nossa responsabilidade de fazer algo por aqueles que nada podem fazer. Afinal, qual o sentido de ser inteligente? Só ser diferente dos “burros”? Acho que devemos fazer do ano de 2012 um ano feliz e próspero para todos, inclusive para aqueles que não tiveram o ano de 2011 tão feliz.
                E que venha 2012, com todas suas surpresas, quer sejam boas ou más, mas que venham e tragam consigo toda a graça de viver, a adrenalina de estar vivo e o desafio de superar os obstáculos que aparecerem pelo caminho. Que tudo e todos que nos façam bem permaneçam e que as coisas e pessoas ruins nos ensinem algo pro futuro (ou presente).
                FELIZ 2012!!!