quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O dia em que procurei por Deus...

Hoje eu acordei com uma enorme inquietação:
“Onde estava Deus?”
Decidi procurar por Deus.
Queria muito saber onde ele estava.
Mas onde eu procuraria por Deus?
Há muito, ouvi dizer que Deus morava em uma casa, um templo.
É, nunca entendi muito o sentido do criador do universo morar em um templo, de alvenaria.
Mas era o que todos diziam: que encontraria Deus na igreja.
Porque não tentar?
Na igreja encontrei muitas pessoas, diferentes pessoas, várias pessoas.
E todos diziam que Deus estava ali.
Como ele mesmo havia dito: “onde estiverem dois ou mais, reunidos em meu nome, ali estarei”.
Mas eu não consegui ver Deus. Todos o viam, ouviam-no, sentiam-no.
Menos eu.
Eu não via Deus naquele lugar.
Realmente Deus não estava naquele lugar.
Mas como eu tinha tanta certeza?
Ainda não sei. Mas sei que sabia que ali ele não estava.
Deus é muitas coisas, e habita vários lugares, mas aquele ele não habitava.
E eu acho que sei por que: paredes!
Deus não vive entre paredes, ele criou o universo, suas galáxias, seus planetas...
Lugares ainda desconhecidos, para que os alcançássemos.
Não para ficar presos a um lugar tão insignificante e inexpressivo como uma igreja.
 Ele não concorda em estar preso, ele prega a liberdade.
Liberdade da mente, da alma, do espírito, dos sentimentos, das emoções.
E, principalmente, liberdade das ações!
E eu acho que sei quando Deus foi embora daquele lugar.
Assim que colocaram bancos e cadeiras na igreja.
Deus não nos criou para que ficássemos sentados, presos a lugares feitos de concreto.
Ele é livre, e nos fez para a liberdade!

Enfim, não consegui encontrar Deus.

Mas descobri onde ele não está.

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